Aos 60 anos, Juan Alba prova que o tempo pode ser um aliado. O ator, que pode ser visto atualmente na reprise de ‘Terra Nostra’, na TV Globo, onde viveu o cocheiro Josué, chama atenção não apenas pelo talento, mas pela forma como envelheceu com elegância e vitalidade.
Dono de um charme maduro e presença marcante, ele segue conquistando o público décadas depois do sucesso na novela de Benedito Ruy Barbosa.
Na época da exibição original, em 2000, com seus 34 anos, Juan ganhou projeção nacional e viu sua vida mudar de forma intensa. Apesar do reconhecimento, a fama trouxe inseguranças.
Reservado e assumidamente tímido, ele temia a exposição excessiva. “Meu medo era a notoriedade grande, porque sou reservado, ‘puxa, isso vai invadir minha privacidade’, mas as coisas aconteceram pra melhor [...] Eu ando de metrô em São Paulo, nunca deixei de ir em lugar algum por causa de aglomeração”, contou ele em entrevista a Leão Lobo, em 2020.
A relação com os fãs, no entanto, sempre foi tranquila. Juan revela que aprendeu a lidar com o carinho do público sem perder os limites.
“Nunca tive relação (amorosa) com fã, mas sempre carinhosa. Uma vez ou outra uma pessoa tenta um pouco mais, mas sempre consegui administrar essa questão. Na época de ‘Rebelde’, os adolescentes chegavam ‘olha o pai do Diego’”, relembra, bem-humorado.
Depois de marcar época como Josué em ‘Terra Nostra’, o ator acredita que outro papel foi determinante em sua trajetória.
“Todos os personagens, assim como os relacionamentos contribuíram para ser quem eu sou hoje, mas depois do cocheiro o que eu fiz em ‘Amor Sem Igual’, o Ramiro, foi um personagem rico”, revelou, destaca ele, que também se tornou especialista em vinhos.
Aos 60, Juan Alba mantém a forma e a disposição com disciplina. Adepto de exercícios físicos desde a juventude, ele foi nadador na adolescência —, encara o envelhecimento com naturalidade.
“A coisa da idade, só não envelhece quem morre cedo. A maturidade é importante para a gente exercer a jovialidade, cuidar da saúde, fazer exercícios, na verdade eu sempre fiz isso ao longo da minha vida”, afirma.
Consciente das mudanças do corpo, ele encara as limitações com sabedoria.
“Hoje eu sinto limitações, mas algumas a gente respeita, e outras a gente ultrapassa. Mas acho que estou na melhor fase da minha vida, não tenho nenhum tipo de vontade de voltar aos 25, 30 anos, não tenho. Tô feliz com o meu presente, isso é um exercício que faço”, conclui.